(Rui Manuel Carreteiro, Psicólogo clínico, neuropsicólogo, professor e investigador da área)
- Os pesadelos também são sonhos?
- Há quem chame aos pesadelos 'sonhos maus'. Eu prefiro chamar-lhes 'dificuldade' ou 'incapacidade' de sonhar – ou seja, prefiro encará-los como uma dificuldade em elaborar a informação e em cumprir uma função importante do sonho: permitir que durmamos.
- Por que é que numa noite podemos ter um sonho-sonho e na seguinte ter um sonho-pesadelo? O que regula os sonhos?
- Regra geral, as quarenta e oito horas antecedentes, bem como factores fisiológicos (digestivos, etc…). Qualquer aspecto que afecte (dificultando ou inviabilizando) a função onírica poderá desencadear um pesadelo.
- Qual a importância dos pesadelos?
- São um sintoma… No fundo é como se me perguntasse qual é a importância de ficarmos constipados. Preferíamos não ficar constipados e não ter pesadelos mas, por vezes, acabam por surgir.
- Uma pessoa que tem mais sonhos-pesadelos do que sonhos-sonhos pode ter uma ‘estrutura’ emocional diferente de uma pessoa que habitualmente sonhe ‘só’ sonhos?
- Dificilmente sonhamos ‘só’ sonhos ou ‘só’ pesadelos. Se os pesadelos forem mais frequentes do que os sonhos regulares, certamente haverá algo que não está bem. Pode ser apenas uma simples preocupação ou de facto uma alteração na estrutura psíquica do indivíduo.
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