Mostrar mensagens com a etiqueta O Sono. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O Sono. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Diário do sono

Aqui fica um exemplo de um diário de sono e aproveitem para reflectir sobre a vossa qualidade de sono!
Caso seja necessário consultem um médico!



.:Sleepy People:.

Paralisia do Sono


Paralisia do Sono é uma condição caracterizada por uma paralisia temporária do corpo imediatamente após o despertar ou, com menos frequência, imediatamente antes de adormecer.

Fisiologicamente, ela é directamente relacionada à paralisia que ocorre como uma parte natural do sono REM, a qual é conhecida como atonia REM. A paralisia do sono ocorre quando o cérebro acorda de um estado REM, mas a paralisia corporal persiste. Isto deixa a pessoa perfeitamente consciente, mas incapaz de se mover. Além disso, o estado pode ser acompanhado por alucinações hipnagógicas *.


Sintomas:
Paralisia- ela ocorre pouco antes da pessoa adormecer ou imediatamente após despertar. A pessoa não consegue mover nenhuma parte do corpo, nem falar, e tem apenas um controle mínimo sobre os olhos e a respiração. Esta paralisia é a mesma que acontece quando uma pessoa sonha. O cérebro paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. Se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo, e manter a paralisia.
Alucinações- Imagens e sons que aparecem durante a paralisia. A pessoa pode pensar que existe uma presença atrás dela ou pode ouvir sons estranhos. As alucinações parecem-se muito com sonhos, possivelmente fazendo a pessoa pensar que ainda está sonhando. Algumas pessoas relatam também sentirem um peso no peito, como se alguém ou algum objecto pesado estivesse pressionando-o.
Estes sintomas podem durar de alguns poucos segundos até vários minutos e podem ser considerados assustadores para algumas pessoas.
* percepções visuais de objectos que não existem, tão reais que dificilmente são removíveis pela argumentação lógica – alguns autores propõem o termo “alucinose” para designar as falsas percepções onde a pessoa tem a consciência da natureza imaginária da sua vivência. Quanto ao conteúdo podem não ter uma forma específica: clarões, chamas, raios, vultos, sombras, experiências caleidoscópicas etc, ou têm formas definidas, tais como pessoas, monstros, demónios, animais, santos, anjos, bruxas, essas últimas geralmente são integradas a um processo interpretativo delirante nas psicoses.

Afinal, porque dormimos?

Nem tudo o que caracteriza os seres vivos reflecte necessariamente uma utilidade ou função.
Os exemplos da cauda do pavão e do apêndice cecal humano ilustram bem essa afirmação.
Será que nosso sono, ou o de quase todos os mamíferos ou das aves pode ser considerado um acessório sem "utilidade" do ponto de vista da sobrevivência dos organismos?
Tudo indica que não. 
Mas se indagarmos sobre a utilidade do sono para quem estuda o sono, provavelmente a resposta será que não tem apenas uma, mas muitas utilidades.

Uma delas diz respeito à coincidência entre sono e certas actividades orgânicas, como a secreção de várias hormonas em mamíferos. O sono não é responsável pela produção dessas hormonas, mas sem dúvida que as intensifica. Tal constatação caracteriza o papel do sono como facilitador dos processos de produção dessas hormonas.
Outra utilidade aparente do sono é a sua capacidade de propiciar distintos modos de funcionamento do cérebro durante uma noite, que se manifestam sob a forma de estágios: sono superficial, sono profundo e sono paradoxal. Esses dois últimos apresentam o que se convencionou chamar de "efeito reboque": 
um indivíduo privado de uma noite de sono compensa essa privação na noite seguinte, exibindo preferencialmente esses dois estágios.

O sono parece estar ligado à capacidade do cérebro de adquirir e resgatar informações, como comprovam as actividades experimentais que associam o sono e a memória. Além de dificultar a aprendizagem, a falta de sono induz modificações importantes no humor das pessoas.
Tais factos mostram a importância do sono e talvez expliquem sua presença em diversas espécies. Em invertebrados, embora seja discutível chamar o estado de inactividade de sono, a alternância entre actividade e repouso é uma regra.

A suposta "inutilidade" do sono não tem, pois, fundamento científico, adequando-se a um tipo de mentalidade que só entende funcionalidade dos fenómenos biológicos quando estes têm relação imediata de causa e efeito.
Por outro lado, permanecer em vigília constante não é compatível com a especialização de animais de hábitos diurno e nocturno.  
Já se imaginou a fugir de uma onça na floresta em plena noite escura?

Luiz Menna Barreto  
(texto publicado na revista Ciência Hoje, vol 25, n 148, p.4, 1999)

sábado, 13 de fevereiro de 2010

O Sono


Dormir pouco ou mal afecta a saúde física e psicológica, bem como a segurança, tanto em casa, como no trabalho e… na estrada! Mudar alguns hábitos de vida pode ser suficiente para repor o seu sono em dia. Caso contrário, deverá ir ao médico. Saiba quais os seus níveis de sonolência diurna, se deve ir ao médico e quais os exames e soluções para melhorar a sua qualidade do sono. 

O Dia Mundial do Sono (21 de Março) foi instituído para alertar a população para a importância de dormir. O ritmo acelerado das nossas sociedades e a necessidade de efectuar múltiplas tarefas ao longo do dia levam-nos, muitas vezes, a cortar no tempo que deveríamos reservar para dormir. Não nos podemos esquecer que dormir é uma necessidade biológica, que permite restabelecer as funções físicas e psicológicas, essenciais para funcionarmos em pleno.
O stress e os problemas no trabalho são os principais culpados pelas noites mal passadas dos portugueses. Resultado: excesso de sonolência no dia-a-dia, menos saúde física e psicológica, e menos segurança, tanto em casa, como no trabalho e ao volante.


Para mais informações podem aceder ao site da DECOPROTESTE:
www.deco.proteste.pt/saude

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O Sono e a Idade

         À medida que vamos envelhecendo precisamos de dormir menos e o sono profundo é cada vez mais substituído pelo sono superficial. É por esta razão que acordamos mais frequentemente à noite à medida que vamos envelhecendo. Algumas pessoas idosas nunca entram na fase de sono profundo.
         As crianças experimentam muito mais o sono com sonhos do que os adultos. O feto passa a maior parte das suas horas de sono em sono com sonhos, enquanto o recém nascido cerca de metade do tempo. Poderá ser esta a causa pela qual as crianças armazenam uma enorme quantidade de coisas novas aprendidas todos os dias.

Até à próxima caros leitores!

O Sono e o Cérebro

A maioria de nós dorme cerca de 8 horas por dia, o que significa que passamos cerca de 1/3 da nossa vida a dormir, em estado de inconsciência.
Como é do conhecimento geral, todos nós podemos evitar o sono por algum tempo, no entanto este comportamento não pode ser muito prolongado.
Enquanto dormes, passas por diferentes etapas do sono:
 SWS (Sono de Onda Lenta) 
         Há uma alteração na actividade eléctrica do nosso cérebro.
Neste estado, dá-se a perda de tónus muscular à medida que os neurónios que controlam os movimentos dos músculos esqueléticos são activamente inibidos (felizmente os músculos que controlam a respiração e o ritmo cardíaco continuam a trabalhar normalmente!)
 REM (Movimento Rápido dos Olhos)
          Nesta fase, o cérebro aproxima-se do estado “acordado” e os nossos olhos movimentam-se rapidamente de um lado para o outro, sob pálpebras fechadas.
É durante esta fase que, normalmente, nos lembramos do que sonhamos.

Estas fases do sono vão-se intercalando durante o tempo em que estamos a dormir, sendo que o primeiro SWS dura cerca de 90 minutos e o primeiro REM dura apenas cerca de 5 minutos.
No entanto, à medida que a noite vai passando, o período de SWS vai diminuindo e o de REM aumentando.

                    Este ciclo SWS intercalado com REM repete-se cerca de 5 vezes por noite.
  
Então, Por que dormimos?
Estudos indicam que dormir permite ao cérebro descansar e recuperar. As primeiras 4 horas de sono ajudam a organizar e a limpar informação (uma vez que nestas alturas não processamos informação sensorial nem temos necessidade de estar atentos).
Dados da investigação também sugerem que o sono é a altura em que consolidamos aquilo que aprendemos no dia anterior.                     

Assim, é de extrema importância dormir bem. A falta de sono pode levar a cansaço e sonolência durante o dia, irritabilidade, alterações repentinas de humor, perda da memória de factos recentes, comprometimento da criatividade, redução da capacidade de planear e executar tarefas, lentidão do raciocínio e dificuldade de concentração. A longo prazo leva à falta de vigor físico, envelhecimento precoce, diminuição do tónus muscular, comprometimento do sistema imunológico, tendência a desenvolver obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e gastrointestinais e perda crónica da memória.
Uma vez que são os genes que determinam os nossos padrões de sono individuais, não podemos afirmar quantas horas deves dormir, visto que varia de pessoa para pessoa. No entanto, todos devemos descansar o número de horas que o nosso “corpo pede”, de forma a sentirmo-nos revitalizados e capazes de aproveitar os nossos dias da melhor forma.
É caso para dizer:
 Noite bem dormida, mente sã, corpo são.


Até à Próxima!