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sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sofre de que tipo de insónia?


Insónia de ajustamento (insónia aguda): 
Insónia relacionada com um stress identificado, que pode ser de natureza psicológica, psico-social, interpessoal, ambiental ou física (habitualmente há uma melhoria por adaptação do paciente e a duração dos sintomas não ultrapassa o limite máximo de três meses).

Insónia psicofisiológica: 
O paciente está muito preocupado e ansioso com o seu problema de sono, que consiste em dificuldade em adormecer às horas normais, mas pode adormecer involuntariamente fora delas e, sobretudo, fora do seu quarto. O quarto de dormir desperta ansiedade e pensamentos ruminativos acerca do sono e o distúrbio resulta de um condicionamento errado que se auto-perpetua e condiciona a insónia.

Insónia paradoxal: O doente apresenta os sintomas de um paciente com insónia, mas os exames não confirmam a curta duração do sono que o doente reporta ao médico.

Insónia idiopática: Quando não há causa ou desencadeante evidente para a insónia, a qual é confirmada por exames complementares de diagnóstico.

Insónia associada a doença psiquiátrica, confirmada pelo médico.

Higiene do sono inadequada: Horário de sono inadequado e/ou irregular, eventualmente com períodos de sono diurno e queixas de insónia ou com períodos de permanência na cama muito prolongados; uso impróprio de substâncias estimulantes ou que perturbam o sono, nomeadamente perto da hora de deitar (cafeína, nicotina, álcool); actividades físicas ou intelectuais intensas perto da hora de dormir, etc.

Insónia comportamental da criança: Em casos em que o acto de adormecer é muito prolongado e se acompanha de muitas exigências e de complacência excessiva dos pais.

Insónia secundária associada a abuso de drogas.

Insónia secundária a doenças médicas (como, por exemplo, asma ou insuficiência cardíaca grave).
Há ainda queixas de insónia que se associam a Distúrbios dos Ritmos Circadiários, de que a Insónia do Trabalho por Turnos é um exemplo. Uma forma mais transitória deste grupo é o conhecido Jet Lag, decorrente de viagens em que se cruzam múltiplos fusos horários e em que o nosso organismo requer alguns dias para sincronizar com o horário do destino. Enquanto isso não se verifica, a vigília e a sonolência ocorrem dessincronizadas do horário local.

SAPO Saúde

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Notícia no SAPO
Novo tratamento para a Insónia

Um novo medicamento de primeira linha foi lançado no mercado português oferecendo esperança a milhares de pessoas que sofrem de insónias.

Está disponível no mercado português, um novo medicamento que tem como substância activa a melatonina de libertação prolongada, a primeira a ser aprovada pela EMEA (European Medicines Agency) como tratamento de primeira linha da insónia.

A melatonina é a substância responsável pela regulação do ritmo circadiário (ritmo vigília/sono) e capaz de regularizar o sono proporcionando a melhoria da qualidade de vida. Estima-se que a insónia afecte cerca de 28% da população portuguesa com mais de 18 anos, aumentando para 33 por cento nos idosos.

Com este tratamento é possível regularizar o ritmo circadiário de quem sofre de insónia, actuando como cronoregulador e produzindo um efeito hipnótico, porque a pessoa vai dormir de uma forma fisiológica. Ou seja, a melatonina de libertação prolongada vai fazer aquilo que o nosso organismo faz naturalmente.

Uma das mais-valias da melatonina de libertação prolongada é que o doente começa a dormir quando tem que dormir e acorda sem sonolência, para além de não causar qualquer dependência, situação que é habitual nos indutores de sono tradicionais (benzodiazepinas).

Isto deve-se, conforme indicam os resultados dos estudos realizados com o medicamento, ao facto de restaurar o nível fisiológico de melatonina fornecendo os benefícios de um sono reparador. Assim, as habituais queixas de sonolência durante o dia, falta de memória e dificuldade de concentração referidos pelos doentes, deixam de existir com esta nova terapêutica, em grande parte devido à libertação continuada de melatonina ao longo da noite.

Estas vantagens aplicam-se a todos os doentes com insónias. Considerando que existe elevada incidência de insónia nos idosos, esta melatonina tem ainda a vantagem de ser muito segura por não apresentar interacção com outros medicamentos que estas pessoas tomam para tratar as habituais doenças do envelhecimento.

A duração do tratamento vai depender de cada caso. Se o doente necessitar de voltar a repetir o tratamento ou quando a pessoa parar de tomar não vai ter efeitos de privação ou insónia rebound (insónia mais intensa do que antes de iniciar o tratamento).

Para os especialistas o lançamento deste medicamento marca um enorme avanço para pessoas que sofrem de insónia. Este é o primeiro tratamento que estabiliza de forma natural o sono, sem efeitos secundários no dia seguinte. Aumentar a qualidade de vida e os níveis de funcionamento diários são os principais objectivos do tratamento com melatonina de libertação prolongada.

Por último importa referir que este novo medicamento se encontra à venda apenas com receita médica e espera-se com o mesmo uma redução do consumo dos indutores de sono tradicionais.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O tratamento das Insónias

Medicamentos e terapias comportamentais são igualmente úteis no tratamento da insónia.
O lado comportamental evidência os bons hábitos de dormir. Por exemplo, por mais ensonada que esteja, uma pessoa que sofre insónias nunca deve fazer uma sesta à tarde.
As pessoas que sofrem de insónias também nunca devem deitar-se a não ser que se sintam realmente cansadas. Devem levantar-se após uns 20 minutos de mal sucedidas tentativas para adormecer para fazerem qualquer coisa calma, como ler um livro.
Devem, igualmente, usar o despertador para acordarem sempre à mesma hora sete vezes por semana.
O exercício durante o dia ajuda a adormecer na altura de ir para a cama.
Técnicas para relaxar, que incluem exercícios respiratórios e musculares podem igualmente ser úteis para reduzir a ansiedade que antecede o período de descanso.
A acupunctura, as massagens, a terapia através da música parecem ter efeitos calmantes para estas pessoas.
Até alguns minerais como o cálcio ou magnésio, e vegetais, como o sumo de limão e a camomila, ajudam a provocar o sono, mas a verdade é que, até agora, não foi encontrada qualquer prova científica dessas capacidades.

Todos estes conselhos para que o resultado seja este:



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Insónias - quando o relógio interno está avariado

Toda a noite a revolver-me na cama e o sono não vem… Levanta-se uma pessoa de manhã ainda mais cansada do que quando se deitou e a vida torna-se num inferno…

A necessidade de sono parece ser um problema mais ou menos pessoal.
Há quem consiga o descanso suficiente apenas com cinco horas de sono ou quem precise de pelo menos dez horas para dormir.
Normalmente, durante a noite, ocorrem cinco fases diversificadas de sono, de forma cíclica.
Os estádios de 1 a 4 são progressivos e de sono profundo, enquanto que o quinto é a fase dos sonhos. Mas existem diferenças entre as várias faixas etárias.

A insónia
As pessoas que sofrem desta perturbação do sono não recebem uma qualidade de sono suficiente para se sentirem capazes de enfrentar um novo dia.
É uma queixa generalizada, infelizmente, entre milhares de pessoas, que pode ser causada por problemas físicos ou psicológicos.
Doenças que provocam dores ou mal-estar (asma, palpitações cardíacas, indigestão ou cancro) também podem dificultar o sono.
Da mesma maneira, problemas nutricionais, hormonais e neurológicos podem actuar directamente sobre o cérebro e assim dificultar uma necessidade como esta que é tão importante como comer ou beber.
Igualmente medicamentos que interferem sobre o sono, como descongestionantes e barbitúricos, e o álcool, também as doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia, depressão e ansiedade, provocam frequentemente insónias, que por regra são resolvidas quando a doença é convenientemente tratada.

A insónia ocasional, originada por stress psicológico ou físico pode tornar-se crónica, transformando o leito de descanso e sossego numa zona de terror o que ajuda ao avançar da insónia e que impossibilita o retorno a um nível normal de sono.

Este tipo de problemas são mais frequentes nas mulheres do que nos homens.


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